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quarta-feira, abril 22, 2009

A origem do termo especulador

A maioria das pessoas usa o termo especulador de forma incorreta. A palavra tem sua origem na raiz indo-germânica "Spec", que significa olhar. É dela que recebemos dezenas de outras palavras como:

Especialista, aquele que olha com profundidade
Especial, aquilo que olhamos com carinho.
Espelho, olhar para si.
Respeito, olhar com orgulho.
Espetáculo, olhar algo deslumbrante.
Esperança, olhar o futuro positivamente
Espanto, olhar assustado
E, finalmente, especulador: aquele que olha na frente, aquele que enxerga aquilo que outros não vêem.
Portanto, etimologicamente, especulador é uma palavra positiva, sem a negatividade que hoje se lhe atribui. Toda sociedade precisa de especuladores, pessoas que enxergam na frente e mostram o caminho. Deveríamos venerar nossos especuladores, e não vilipendiá-los como fazemos costumeiramente.
Vocês que acessam O Brasil Que Dá Certo são provavelmente especuladores, pessoas que querem enxergar para frente, e não ficar remoendo o passado, achando que no passado é que iremos encontrar as soluções do presente.
Esta é a razão do grande fracasso dos intelectuais, dos filósofos, dos sociólogos e, principalmente, dos economistas neoclássicos, keynesianos e monetaristas em prever e evitar esta crise. A maioria está estudando o passado -- e não tentando decifrar o futuro.
Lamento dizer que, na história do mundo, os grandes especuladores de mercados, na versão negativa que se dá o termo, não têm sido os “Georges Soros” da vida, como se costuma espalhar por aí.
George Soros, considerado o maior especulador da década, percebeu que os economistas ingleses estavam mantendo a paridade da libra correlacionada com o marco alemão. Como George Soros sabia que a Inglaterra não é a Alemanha, vendeu libras e comprou marcos. Ele acabou mostrando que a Rainha da Inglaterra estava nua.
Ganhou fortunas com isso. Soros prestou um serviço ao povo da Inglaterra ao pôr fim àquela manipulação dos economistas ingleses. O grande especulador, na versão negativa que se dá o termo, normalmente é o poder público.
Por que então os especuladores, aqueles que olham o futuro, são tão odiados?
O problema é que especuladores ganham muito dinheiro, justamente porque ganham contra governos teimosos. Aí, recebem a ira dos burocratas, dos economistas e dos Ministros que deveriam ser demitidos pelos erros que fizeram, mas não o são.
E quem leva a culpa e a ira do governo são os especuladores que revelaram o erro público.
“Se estamos buscando um especulador para culpar pela situação do Brasil, ele é Fernando Henrique Cardoso”, dizia o economista Rudiger Dornbush, um dos poucos que tinha a coragem de dizer a verdade.
O governo Argentino manipulou a taxa de câmbio mantendo-a igual à dos Estados Unidos por dez anos. Acharam que eram países iguais, sujeitos às mesmas pressões cambiais, algo que todo mundo sabia ser uma mentira, com exceção dos economistas argentinos.
No Brasil, o governo manipulou por trinta anos os índices de correção monetária, manipulou preços através das Comissões Interministeriais de Preços e manipulou a taxa de câmbio até recentemente. Tudo isso deu no que deu.
A outra razão que gera ódio é que os especuladores acabam enxergando coisas no nariz de muitos economistas neoclássicos, jornalistas de economia e jornalistas em geral, que, aí, se sentem uns perfeitos idiotas por não terem percebido o que deveriam ter percebido.
Não tenho a menor dúvida de que, na caça aos culpados desta Crise de 2008, os inocentes a serem presos serão os especuladores, e não os membros do Banco Central americano, que tinham a obrigação de zelar pelo sistema financeiro, em razão de sua independência e de seus de poderes totais.
A minha única restrição é contra os especuladores que usam o dinheiro dos outros. É o caso dos hedge funds e dos bancos de investimento. Esta será a grande lição desta crise.
Nunca entregue seu dinheiro para um asset manager, muito menos um Maddof na vida. Especule sim, mas com o seu dinheiro, e não permita que especulem com o seu dinheiro. Mesmo prestando contas.
Especuladores que se restringem a arriscar seu próprio dinheiro quando erram, perdem dinheiro e voltam para casa quietinhos e não voltarão a fazer mal a ninguém. São rapidamente depurados. Prejudicam somente a si, pagam caro pelo erro cometido.

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